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Roedores também precisam de atenção com a saúde

Hamsters, chinchilas, porquinhos da índia são alguns dos roedores que compartilham nossos lares como pets. Como os cães e gatos, os graciosos roedores também precisam de atenção com a saúde e de visitas periódicas ao veterinário para prevenção de doenças.

Fofos, adoráveis e interativos, os roedores crescem como opção de um pet para quem não tem muito espaço, tempo para passeios e para quem curte ter sua companhia. De pequeno porte na grande maioria dos casos, as várias espécies de roedores têm em comum a poderosa dentição, capaz de roer alimentos, madeira e até pedra de cálcio.

Alguns deles, como hamsters, chinchila, gerbil, porquinho-da-índia, rato branco (twister) ou camundongo/topolino, estão, hoje, no rol dos pets mais populares nos lares brasileiros.

São mais fáceis de cuidar em alguns aspectos, pois não precisam de passeios. No entanto, é bom lembrar que precisam de espaço suficiente para se exercitarem e espécies como porquinho da índia e twister são mais interativos e necessitam de maior atenção e interação do tutor.

Como qualquer animal, os simpáticos roedores precisam de cuidados com higiene, alimentação e atenção com sua saúde. Também ficam doentes e devem ser avaliados periodicamente para garantir seu bem estar e detectar precocemente males que possam se agravar.

Roedores costumam não demonstrar vulnerabilidade, como sinais de doença. É um instinto natural que aumenta sua chance de sobrevivência na natureza e que torna ainda mais fundamental a ação preventiva, que incluiu uma observação atenta a qualquer alteração de apetite, comportamento, etc.

Também evidencia a importância de procurar ajuda o mais rápido possível, pois o problema, quando descoberto, pode estar avançado.

Ao adquirir um bichinho fofo destes, é fundamental procurar um veterinário para uma primeira avaliação geral e recomendações acerca dos cuidados com alimentação, higiene e saúde. O veterinário irá, também, indicar a necessidade de check ups periódicos, geralmente, anuais.


Que doenças podem ter e com que devo me preocupar?

Sistemas respiratório e digestivo –  são focos de atenção, pois são áreas bem sensíveis nestes pets. Prisão de ventre e diarreias podem ocorrer devido à alimentação incorreta, principalmente, entre outros fatores, e levar a quadros mais graves.

Os roedores também podem ser sensíveis a infecção de vírus e bactérias que afetam o sistema respiratório. Fique atento para a respiração, espirros e secreção nasal.

Dentição – roedores têm uma peculiaridade: possuem um par de dentes incisivos superiores e um par inferior, de crescimento contínuo.

Daí a importância de promover desgaste dos dentes por meio de alimentação indicada pelo veterinário, e de providenciar brinquedos que estimulam a mastigação. Devem ser produtos adequados para roedores, sem peças pequenas que possam ser engolidas

Sem o desgaste, os dentes crescem demais e podem causar feridas na gengiva e na língua, dificultando a alimentação dos pequenos.

Pele e pelagem – dependem muito dos cuidados com a higiene, que deve ser caprichado tanto no ambiente em que ele vive, a gaiola, como no animalzinho. Não são recomendados banhos, pois a umidade pode causar micoses e perda de pelo, mas sim uma limpeza a seco com produtos específicos indicados pelo profissional veterinário.   

A pelagem também pode ser acometida de doenças causadas por parasitas como ácaros e pulgas Grandes infestações podem, além de problemas de pele que causam muita coceira e irritação, também ocasionar anemias e debilidade, facilitando o desenvolvimento de outros males para a saúde do roedor.

Se informe com o veterinário sobre os produtos indicados para a prevenção e combate aos parasitas para cada tipo de roedor. Importante, também, é tratar os demais roedores, cães e gatos da casa, pois os parasitas se disseminam para eles e, se não forem combatidos em todos, a infestação não terá fim.

Obesidade – com tendência a engordar, os adoráveis roedores precisam de atividade física em sua rotina. Crie um ambiente interativo para eles, com túneis, casinhas e rodas para brincarem.

Se for soltá-los no ambiente, tenha certeza de que o local está seguro, sem presença de outros animais, e mantenha atenta supervisão. Os exercícios com certeza farão bem para sua saúde física e evitarão o tédio e seus consequentes problemas comportamentais.

Calor – os roedores são bem sensíveis ao calor. São animais de hábitos noturnos, característica exatamente desenvolvida por preferirem as temperaturas mais amenas para praticar suas atividades.

É importante ficar atento e mantê-los em locais frescos e arejados. O estresse térmico, que geralmente ocorre em temperaturas acima de 30º ou 35º C, pode matá-los.

Recapitulando: o que você não pode esquecer sobre a saúde do seu roedor

  • Roedores precisam de cuidados veterinários e avaliações preventivas;
  • Fique atento a sinais de problemas como prisão de ventre, diarreia, dificuldade de respiração, falha nos pelos, coceira e irritações na pele, mudanças de comportamento, obesidade, falta de apetite, etc;
  • Roedores podem morrer se expostos a altas temperaturas. Mantenha-os em locais frescos e arejados;
  • Facilite para que tenham alimentação e brinquedos para desgastar os dentes. Também forneça brinquedos para que se exercitem .

Média de vida


Topolinos

entre um a dois anos


hamster e gerbil

entre dois a três anos

Camundongo e rato branco (twister)

cerca de três anos

Porquinhos-da-Índia

entre seis a oito anos.

Chinchilas

em média 10 anos

CRMV-SP 25.167
Dra. Morgana Cavazoti Prado

Graduada em Medicina Veterinária e Pós graduada em Clinica Médica e Cirúrgica de Pets Exoticos e Animais Silvestres. Agende sua consulta AQUI

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