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Meu filhote chegou e agora? (Check-Up de boas vindas)

Iniciamos uma série de textos que trarão informações importantes para cuidar bem do seu cãozinho, ajudando-o a ter uma vida feliz e saudável ao seu lado.

Neste primeiro artigo, traremos os cuidados básicos importantes, necessários logo na chegada do filhotinho na sua casa. Estamos preparando uma série de textos sobre parasitas, imunização a vírus, alimentação, entre tantos outros.

O filhote chegou! Fofo, um encanto; ele é também frágil como um bebê humano. Até os três meses os pequenos precisam de precauções especiais para crescerem saudáveis e fazerem a alegria da casa por muitos anos.

Os filhotes têm um sistema imunológico ainda em desenvolvimento e frágil, tornando-o suscetível a muitos problemas de saúde que colocam em risco sua vida.

Check up de boas vindas

Leve o filhote ao veterinário para um check up, tão logo o pegue. O profissional vai avaliar o estado geral e, se necessário, pedirá exames para detectar uma possível infecção, parasitas internos ou externos e iniciará o tratamento imediato.

Nesta consulta, o profissional orientará sobre a alimentação correta para a faixa etária, acomodação, higiene e demais cuidados. Esclarecerá suas dúvidas e indicará como deve ser a interação, ensinando, por exemplo, como lidar com o choro comum nos primeiros dias, as brincadeiras que não representam riscos, etc.

Muito importante: Nunca leve seu cãozinho para um passeio antes de passar pelo médico veterinário e realizar todos os procedimentos de imunização.

Hora da imunização contra vírus e bactérias perigosos

A imunização evita uma série de doenças potencialmente fatais, que causam sofrimento e transtornos. São de difícil e custoso tratamento, exigem cuidados em período integral, tempo que, na correria do dia a dia, dificilmente conseguimos prover.

Muitas vezes é necessária internação. Uma tristeza para um momento que deveria ser só de felicidade.

O processo é realizado de acordo com a avaliação de cada animal. O veterinário saberá orientar quais vacinas e doses necessárias de acordo com a raça, tamanho, ambiente e procedência do filhote.

Doenças protegidas por vacinas

  • Raiva – A doença é considerada uma zoonose, pois pode ser transmitida também para as pessoas e é praticamente 100% fatal.
  • Cinomose – Altamente contagiosa, inicia com diarreia, evolui para o sistema respiratório e finalmente ataca o sistema nervoso central apresentando sintomas como tremores e convulsões.

Merece atenção especial pelo crescente número de casos. Um surto em 2017, na cidade Oiapoque, no Amapá, matou cerca de 1500 cães em apenas 40 dias.

A mortalidade é alta, cerca de 85% dos casos. Os cães que conseguem sobreviver geralmente ficam com sequelas neurológicas, podem perder o movimento das patas e sofrer de convulsões o resto da vida.

O sofrimento do animal e do tutor é acompanhado de dispendiosos custos que ultrapassam milhares de reais.

Conheça o caso da Pretinha, uma cachorrinha resgatada com cinomose que perdeu a mobilidade e necessita de tratamento constante. Ver o caso da pretinha.

  • Parvovirose, é uma doença perigosa e altamente fatal. Os cãezinhos infectados apresentam diarreia, geralmente com sangue, vômito, falta de apetite, febre e ficam apáticos.

O agente causador é altamente resistente e pode permanecer no ambiente por, ao menos, seis meses.

  • Coronavirose – Também conhecida como Gastrointerite Contagiosa dos Cães, é muito perigosa e pode ser transmitida também para as pessoas e outros animais. Afeta o trato intestinal e provoca diarreias em forma de jatos, febre, perda de apetite, prostração, desidratação, entre outros sintomas.
  • Hepatite infecciosa canina –Ataca o fígado e pode exigir uma transfusão de sangue para tentar combatê-la, além de levar o cão a entrar em coma ou falecer em pouquíssimo tempo. Costuma causar febre, dor abdominal e convulsões.  
  • Adenovirose – Pode gerar infecções secundárias, pneumonia e facilitar a infecção por outros vírus, como o causador da Hepatite Infecciosa Canina e da Tosse dos Canis (conhecida como gripe dos cães).
  • Parainfluenza canina – Enfraquece todo o sistema respiratório e facilita o desencadeamento de outros problemas que podem levar a complicações sérias, como uma broncopneumonia.
  • Leptospirose Canina – pode ser causada por quatro subtipos de bactérias. É transmitida pela urina do rato e também pode afetar seres humanos e comprometer a função renal.  
Veja a 2ª parte da série filhotes de cães – Desverminação

 

 

Conteúdo revisado pela Dra. Maria Stella Melloni CRMV SP 33.359
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