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Meu filhote chegou e agora? (Parte #3 Pulgas – Carrapatos – Mosquitos)

No artigo Anterior, falamos sobre os parasitas internos que acarretam doenças perigosas nos filhotes. 

 Clique AQUI para ler o artigo sobre parasitas internos em filhotes de cães

Chegou a hora de abordarmos o perigo de infecção por ectoparasitas (parasitas externos).

Filhotes precisam ser protegidos de parasitas para se desenvolverem saudáveis. Transmissores de muitas doenças que podem até matar o cãozinho, são combatidos com vermifugação e prevenção adequada

É uma fase de encanto, mas que exige muitos cuidados. Cães filhotes com até oito meses estão suscetíveis a uma série de parasitas que podem acometê-los de doenças graves, colocando em risco seu desenvolvimento e sua vida.

No combate a vermes, pulgas, carrapatos e outros, o médico veterinário é o melhor aliado. Somente ele saberá quais medicamentos e produtos são adequados para cada caso, considerando idade, porte, ambiente e origem do cão.

A vermifugação também protege sua família, pois muitos dos parasitas podem infectar também as pessoas.

Carrapatos

Os carrapatos são os segundos parasitas externos que infestam mais frequentemente o seu cão, elas são abundantes da Primavera ao Outono. Estas começam a alimentar-se no início do ano e permanecem activas durante longos períodos.

Carrapatos encontram-se na vegetação e fixam-se aos nossos animais de estimação. É muito difícil evitar a exposição de um cão aos carrapatos. Carrapatos podem contaminar o seu cão durante as caminhadas ou durante qualquer atividade ao ar livre.

Como é que o carrapato afecta o meu cão?

Os carrapatos perfuram a pele do cão e ingerem o seu sangue, causando irritações e eventualmente abcessos que podem ser muito dolorosos.

Carrapatos são um motivo de preocupação, porque são os primeiros vectores implicados na transmissão de doenças infecciosas aos nossos animais de estimação:

  • A Babesiose
    provocada pelo parasita Babesia. Estes organismos são parasitas do sangue, responsáveis por anemia devido à destruição dos glóbulos vermelhos.
  • A Erliquiose
    provocada por bactérias que infectam os glóbulos brancos. Inicialmente, a erliquiose provoca febre e alguns cães podem ter uma remissão (cura) completa. Outros cães permanecem infectados com eventuais perturbações do sistema imunitário
  • A doença de Lyme
    provocada pela bactéria Borrelia burgdorferi. Nos cães, os sintomas podem incluir letargia, perda de apetite, febre, artrite e nódulos linfáticos inchados.

Pulgas

As pulgas são um problema durante todo o ano e são os parasitas externos que afectam mais frequentemente os nossos cães. No caso de infestação, apenas 5% de todas as pulgas é que se encontram nos nossos cães. As restantes estão escondidas sob diferentes formas, ovos, larvas e pupas (casulos) nas nossas casas – nos tapetes, debaixo de revestimentos, nos estofos e no abrigo do seu animal de estimação.

As pulgas jovens que saem do seu casulo saltam para o seu animal de estimação quando este passa por um lugar onde os ovos foram depositados por um outro animal (por vezes estando nesse estado inactivo desde há meses!).

Pode-se julgar que se conseguiu eliminar as pulgas, quando subitamente se descobre a presença de uma nova geração alguns dias ou semanas depois do início do tratamento do animal. Isto pode ser devido a uma mudança de temperatura, como por exemplo, quando se aumenta a temperatura do aquecimento central de uma casa.

Para eliminar completamente as pulgas, deve-se interromper o seu ciclo de vida – as pulgas que atingiram o estágio adulto devem ser eliminadas antes que possam começar a colocar ovos.

Como é que a pulga afecta o meu cão?

As pulgas podem causar uma intensa comichão quando mordem os nossos cães para se alimentarem de sangue. As pulgas podem causar muito desconforto aos cães, especialmente se eles sofrerem de Dermatite Alérgica, uma situação em que a saliva das pulgas provoca uma reacção alérgica grave que pode causar intensa comichão ao animal.

Os cães jovens podem sofrer de anemia devido às consequências do consumo de uma grande quantidade de sangue pelas pulgas, num pequeno corpo.

As pulgas também podem transmitir vermes ao seu cão.

Dirofilariose

O verme dirofilária é um risco emergente para cães em todos os países europeus meridionais e orientais. As mudanças climáticas são favoráveis a estes parasitas visto que os vermes são transmitidos por mosquitos.

Uma vez adultos, os vermes vivem no coração e nos grandes vasos sanguíneos dos pulmões. Os vermes adultos podem medir até 30 cm de comprimento.

Como é que o verme dirofilária afecta o meu cão?

As larvas de dirofilária depositadas pelos mosquitos vão migrar para as cavidades do coração ou para as artérias pulmonares. Uma vez instalados no coração, esses vermes podem afectar a circulação sanguínea em todo o corpo e causar mesmo insuficiência cardíaca.

Prevenção e combate salva a vida do seu filhote

Todos estes males podem ser combatidos ou evitados com um programa de controle parasitário bem definido pelo veterinário. O profissional saberá indicar antiparasitários adequados para tratar a maior variedade de vermes; considerando o tipo de problema e as características individuais e ambientais do seu pet.  

Para evitar a ação dos parasitas externos, como pulgas, carrapatos e mosquitos, existe uma série de produtos no mercado, em diferentes apresentações (comprimido, spray, coleira, etc).  Também cabe ao veterinário indicar quais métodos são mais eficazes para cada região e situação.

Tanto a vermifugação, quanto o uso de produtos que previnem as infestações de parasitas externos, devem ser realizadas regularmente sob orientação profissional. A frequência de tratamentos varia com a região em que você está, com base na prevalência dos parasitas, entre outros fatores.  

Paralelamente, devemos cuidar do ambiente com higienização adequada, recolher sempre as fezes e lavar a área com produtos como água sanitária.

Importante: jamais medique por conta própria seu cão, em qualquer fase da vida. Medicamentos incorretos e em doses equivocadas podem matar seu pequeno novo amigo.

 

 

Conteúdo revisado pela Dra. Maria Stella Melloni CRMV SP 33.359
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